Atenção!


ATENÇÃO




O ItaCrux Adventure Clube de Montanhismo adverte que as atividades de Montanhismo e Escalada são inerentemente perigosas, oferecem risco e devem ser praticadas somente por indivíduos com conhecimento técnico, equipamento adequado e que assumam pessoalmente todas as responsabilidades. As informações aqui oferecidas não substituem a formação por meio de cursos específicos ou contratação de guias. Verifique sempre todo o seu equipamento, antes e depois da atividade. Tenha boas informações sobre o local aonde pretende ir.




Escalando, use sempre capacete! Boas Escaladas!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aquecimento Global, Avanço Marítimo, Terremotos ???.


Olá Pessoal!!

É impressionante como os sinais de que alguma coisa errada com o planeta começam a ficar evidentes. A uns três anos atrás fiz uma nova investida em umas fendas da Praia Brava em Itajaí. Dessa investida, meses depois sai a via "Na maré baixa - 5+" uma via de duas cordadas que vai até o "dedo". Nesta época era comum escalarmos esta via e fazermos alguns boulders no local porem...já a algum tempo, pelo que me lembro a aproximadamente um ano, não se consegue mais chegar a base da via e tão pouco aos boulders pois a maré baixa já não é baixa o suficiente, o mar tomou conta do local que diga se de passagem já era dele! Obviamente que há muitas outras opções para nós escaladores no próprio setor de escalada da Praia Brava, mas para que tem seu negócio ou casa a beira mar é de se ficar alerta com isso!!
Vale lembrar que outra via que tem a base constantemente molhada pelo mar e bastante prejudicada (apesar de estar com sua grampeação totalmente deteriorada e só poder se escalar em móvel ou top rope) é a "Parede Azul - 6c), já que as ondas constantemente açoitam a sua base.
Este talvez seja apenas um pequeno sinal de que a nossa "Nave Mãe" não está bem, e mandou o mar    executar uma "Limpeza" ou como gosto de falar, "tirar os parasitas das suas costas".
Vamos fazer a nossa parte no que diz respeito a preservação e rezar para que os "grandes" façam a deles também.

Grande e Forte abraço a todos!

Celso Denis de Lima
ItaCrux Adventure
Clube de Montanhismo

2 comentários:

Anônimo disse...

O QUE HÁ DE NOVO NA DISCUSSÃO DA TEMÁTICA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

Ainda vivemos, agora mais intensamente, o conflito de posições entre os que defendem e os que atacam as bases da teoria do Aquecimento Global. Todos os dias, nas diferentes formas de mídia (muitas das vezes tendo como pano de fundo nítidas posições políticas), pode-se observar a quantidade de informações que, em síntese, massacram a cabeça do ser humano não iniciado (entenda-se a grande maioria da sociedade).

Muitas informações são extremamente oportunas, outras suposições, muitas das vezes sem qualquer sustentação científica. Como os não iniciados não conseguem perceber a diferença entre as duas situações, acabam por, gradativamente, se afastando da discussão do tema, transferindo para o segmento dito dos iniciados (pesquisadores, cientistas, ecologistas, políticos, etc.) o andamento do assunto.

As pesquisas já mostram isso com muita clareza; a realizada pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, na Região da Grande Vitória / ES (municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica (cerca de 1000 entrevistas / erro de 3% e intervalo de confiança de 95%) deixa claro que a sociedade como um todo reconhece a importância do tema, porém se diz fora do processo de decisão e, ao ser submetida a aprovar ou rejeitar teses corretas (fundamentadas cientificamente) e não corretas, reage, demonstram um nítido e visível desconhecimento sobre o contexto das Mudanças Climáticas.

Ou seja, a sociedade prioriza o assunto e está aberta a um processo de conscientização, porém o processo que se está adotando hoje – vale mais, muitas das vezes, o impacto do título da matéria do que seu conteúdo – está gerando uma ação de entropia que nos parece muito perigosa, sobretudo se levarmos em conta que não há solução para o problema se não houver uma íntima e consciente participação da sociedade.

Onde está a origem das falhas que levam a esta realidade?

São muitas. Começam nas escolas de ensino básico, fundamental, médio e médio técnico que ainda não perceberam que meio ambiente não pode ser discutido apenas em sala de aula dissociado da realidade da comunidade do seu entorno, das instituições de ensino superior que ainda não perceberam a importância de gerar gestores (nas várias áreas de formação) ambientais que possam atuar a partir de suas futuras atividades profissionais, do Poder Público que não assume a sua responsabilidade de estruturar campanhas de conscientização, do segmento político que em muitas das vezes define leis totalmente dissociadas da realidade, para citar apenas algumas, que acabam por levar a sociedade a este processo de afastamento em relação aos assuntos ligados à temática ambiental.

A quem interessa este estado de coisas?
Quem ganha, quem perde com isso?
Será que a tática é “pagar para ver”?

Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
roosevelt@ebrnet.com.br

ItaCrux Adventure disse...

Roosevelt,

Muito obrigado pela sua contribuição!

Forte abraço.

Celso Denis de Lima
ItaCrux Adventure